Nem mesmo os supostos deuses astronautas estão aqui hoje para contar-nos algo que nos dê sentido ao confortável caos que nos remete a um niilismo, de simplesmente vivermos intensamente, sem passado, sem futuro.
Isso é bom ou ruim? Aproximando mais de nosso tempo, temos a nossa sociedade, que se apresenta como um contrato que é clausulado dia-pós-dia. Nesta sociedade, há leis, mitos, regras, culturas, religiões. Indivíduos se reprimem para aceitá-la ou apenas viverem nela sem conflito algum para com a integridade coletiva.

Qual valor é o correto e mais válido: A individualidade ou a coletividade? Uma é consequência de outra ou são mundos distintos?
Se não existíssem leis e religiões, não haveria controle social. Se não existísse controle social, cada ser viveria a índole de sua liberdade, sem repreensão alguma. Mas, essa liberdade terminaria quando começasse a do próximo? A liberdade pode ter algum limite para que se faça jus à palavra?
Nossas leis proíbem o furto, o uso e comércio de drogas ilícitas, corrupção política, enfim, todos sabemos o que é proibido. Mas, sabemos também que furtos, tráfico e uso de drogas e corrupção acontecem a todo instante, e algumas vezes são descobertos e seus praticantes punidos ou não.
Para um ser quebrar uma lei social, ele abandona qualquer princípio de coletividade e age por sua individualidade, e, afinal, ele está certo ou errado? E se você tivesse a oportunidade de cometer atos considerados criminais em nossa constituição que lhe fossem muito proveitosos para si e para seu meio familiar, correndo apenas um pequeno risco de ser punido, mas as chances de se dar bem fossem maiores, você cometeria?
Se sua resposta foi "não", ela foi hipócrita ou então você ainda acredita que os justos vão para o céu, e os 'malvados' para o inferno, o que não é tão diferente da primeira alternativa. Mas, relaxe, somos todos hipócritas.
"A sociedade humana é uma tentativa. Uma tentativa, meus irmãos, e não um contrato" (Nietzsche); As palavras de Nietzsche justificam o porquê de existirem tantas "injustiças" no nosso dia-a-dia. Somos nossas próprias cobaias, somos nossos próprios senhores.
Mas, se sabemos que somos apenas algo sem razão e como única verdade nossa própria existência, o que nos resta?
Podemos nos entregar ao nada, tornando-o nosso tudo; podemos sentar e esperar que descubram alguma razão; podemos nos encaixar nas inúmeras razões que o homem criou; e podemos simplesmente viver o que há de mais intenso, ou seja, bom.
Mas, o que é bom ou ruim? É um conceito bem vago, que cada ser sabe e tem capacidade para definir apenas a de seu individual, e é bem aí o perigo da nossa tentativa de viver em sociedade: O que é bom para mim, é bom para você? Óbvio que pode não ser, e está aí a chave que procuramos, uma procura que pode ser utópica.
Talvez, a crítica que a personagem Hermínia, de O Lobo da Estepe (HESSE, H.) faz ao personagem Harry "Você leva a vida e o tempo à sério demais!" seja também uma crítica a todos nós.
Afinal, já que não podemos atingir as respostas que podem conduzir à individualidade em conjunto com a sociedade de forma completamente em perfeita sincronia, já que não sabemos para onde vamos, vamos apenas seguir, vamos intensamente viver.
2 comentários:
"O que você faz quando
Ninguém te vê fazendo
Ou o que você queria fazer
Se ninguém pudesse te ver"...
ah o sr. voltou e voltou em grande estilo
ótimo texto carnavalesco
xD
~
hehehe q fdahora seu blog
primeira vez aki
espero vir mais *-*
bm passando pra desejar uma ótima semana
e deixar o PUMsamento do dia...
se você tem aquele amigo bebum....que intorna todas...o deus dele é o zeca pagodinho e a santa é a amy winehouse....lembre que poderia ser pior..ele só num bebe acetona porque
tira o esmalte dos dente . ..
abraços e se cuide.
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